terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

O I Festival de Rock do Luna Park - I LUNAROCK e o inicio de tudo na Informática

Como eu falo no vídeo...
que eu redirecionei para cá falando do início dos nossos estudos de computação gráfica ainda no computador amiga da Commodore, esse foi o início de tudo!
Sim, esse foi o primeiro computador um Amiga 500, depois da quase desilusão de aprender computação quando eu vi aquele inferno do DOS, na casa do Professor Ruy Afrânio, que terminou sendo o sistema operacional utilizado até hoje em todos os computadores da linha Windows só rivalizando com o IOS da Macintosh.
Como sempre fui um apaixonado por história da eletrônica, conhecia bem a evolução da Arpanet, na minha opinião, a avó da internet, motivado por filmes como "Salve-me quem puder", quando alguém usando o codinome de Jumpin' Jack Flash (a canção dos Rolling Stones) pede que Terry (*Whoopi) o ajude.

Como eu falo no vídeo a primeira pessoa que me deu uma indicação de qual computador comprar foi Alberto Orfei, filho de Orlando Orfei, especialista em informática que, apesar de ter aprendido comigo a eletrônica básica me ultrapassou e em muito na área de cibernética. 
Alberto sabendo que eu ia viajar para os Estados Unidos em 88 falou para eu comprar um computador da empresa Comodoro chamado amiga que tinha diversos modelos e que já utilizava Windows só sendo superado pelo primeiro computador da Apple a rodar Windows foi um Apple II equipado com um hardware emulador chamado "88 Card", que adicionava um processador 8088, funcionando com o Windows 1.0 por volta de 1983-1985. No entanto, a integração nativa de Windows.
O AMIGA usava o mesmo processo rodando um disquete chamado Workbench que inicializava o sistema operacional.

Conversando com minha tia Maria Lídia ela mostrou em interesse também em aprender computação ela que nesse momento era docente da Bridgewater elementar school,

Decidimos então ir a Boston procurar essa loja da Comodoro ao chegar lá fomos muito bem atendidos nos ofereceram os computadores amiga 500 com acessórios (mouse,monitor, fonte, um pacote com 20 disquetes) e um curso rápido de introdução ao seu manuseio.

Passei o resto da temporada nos Estados Unidos estudando com ela computação. 

Voltei para o Brasil, morrendo de medo de ser preso pela SEI -Secretaria Especial de Informática, que proibia a importação de computadores em detrimento da proteção Cobra (Cobra 305/400): A E.E. Cobra Computadores e Sistemas Brasileiros, criada em 1974. Ao "Patinho Feio da Zenix" e ao CP 500 da Prológica, atrasados 5 anos do que estava lá fora.
Patinho Feio da Zenix 1974
Prológica CP 500



Já pensando em acessar a internet que eu tinha acessado na casa de minha tia nos Estados Unidos e que tinha me apaixonado. Isso ainda não Amiga 500.
Utilizando apenas um programa básico chamado IRC Internet Relay Chat, que já era uma evolução.
O Internet Relay Chat (IRC) é um protocolo de comunicação baseado em texto para bate-papo em tempo real, permitindo que usuários conversem em grupos (canais) ou privadamente, conectando-se a servidores através de clientes como mIRC ou HexChat, e foi pioneiro na comunicação instantânea na internet, com uma arquitetura cliente-servidor que facilita discussões por tópicos específicos.  
Ao chegar no Brasil meu pai Osvaldo Goulart também mostrou interesse só que ele já pulou direto para o Apple IIc Plus (lançado em 1988): A última evolução da linha Apple II, que, embora usasse a mesma caixa dos anteriores, contava com suporte a monitores modernos, incluindo versões com tratamento de tela. 
Munidos dos seus respectivos computadores, saímos caçando os famosos BBS. Escolhemos o CENTROIN com sede no Riocentro e que era de um grupo de jovens de Petrópolis tendo a frente o Vargens.
Com os devidos cadastros e um telefone para discagem por modem na velocidade 28 kbps, passamos a frequentar salas de bate-papo fazer amizades e nos encontrarmos no Her Chopp em Ipanema para trocamos experiências, tudo regado a um boa uma boa tulipa de cerveja. 


Ali conhecemos pessoas incríveis que depois virariam expoentes da internet como Fernando Bravo do BBS Bravoway, Mandic, Cora Ronai, Piropo, que eram colunistas do jornal O Globo de informática e muitos mais.

Dois anos se passaram mas continuamos frequentando os BBS da vida, e a partir de um determinado momento conheci o pessoal do Craky - Departamento de Estudos de Informática da UFRJ-Universidade Federal do Rio de Janeiro que tinha como provedor Beta a rede Alternex já situada no na Cidade Nova no prédio da prefeitura do Rio de Janeiro.

Eles também eram responsáveis pelo domínio do Ibase Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Estatísticas do Betinho cujo domínio www.ibase.ax.org.br. O "ax" vinha do provedor Alternex que citei acima.


Quando a Embratel lançou o edital para os estudos de implantação da internet no Brasil, obviamente toda essa turma participou e a primeira grande mudança foi passar na linguagem TTY, que era padrão IBM para a linguagem ANSI.

Para minha surpresa, eu e meu pai fomos convidados a participar como betas numa turma de 220 membros mais da região sudeste. 

Aqui na minha cidade somente um amigo chamado Luciano, dono da loja Solucionática que era responsável pela manutenção da Unig-Universidade Iguaçu, também participou.

Para isso recebemos do ibase nosso primeiro e-mail. O meu era davidavelar@ax.ibase.org.br e quatro disquetes: um sistema operacional 3.11 Windows. Outro vinha com o navegador Netscape. O outro vinha com o leitor de e-mails Eudora. E um quarto muito importante que era o WTFS, programa de transferência de arquivos.

Não precisa dizer para nós tudo aquilo era uma grande novidade. 

Havia um problema! Eu não tinha o chamado PC personal computer que rodava Microsoft.
Mais três amigos também queriam entrar na dança. Já que a Unig.br já tinha pedido licença para ser provedor, como universidade.

Um era o Professor Luiz Edmundo Pereira de Azevedo meu compadre, o outro era Ibrahim Soares nosso amigo, eu e José Mário, fornecedor de material do Paraguai que nos trazia coisas.

Fizemos uma lista multiplicada por 4 e depois de duas semanas ele chega com duas malas carregadas. 

Tudo desmontado. Na frente deles eu simplesmente abri as malas fui tirando tudo e colocando em cima do tapete aqui do meu estúdio e falei. - vamos montar isso daqui tipo um Lego. E assim foi feito! 

Fui então nesses dias que me aparece aqui em casa um grande amigo que era jornalista do Globo Baixada. 

Era o jornalista Mário Marques Filho.
Reportagem foi feita e publicada no caderno de informática do jornal O Globo.

A partir daqui não ouso contar mais nada porque vou colocar as páginas que ele depois publica no seu livro. 




O livro de Mário Marques uma obra prima do marketing político devido a sua experiência com o pai que chegou a prefeito de Nova Iguaçu, Mário Marques (RIP)


Para ler a narrativa da entrevista publicada no livro clique no link https://davidavelar.blogspot.com/2026/02/como-o-jornalista-mario-marques-do.html

Montamos os computadores. Ligamos os computadores. Funcionaram! Agora tínhamos que rodar o primeiro disquete. Quando, para nossa surpresa ao final entrou uma tela com quatro ou cinco janelas. Era o Windows 3.11.

Foi uma alegria! 

Sabíamos que aquilo ali era o primeiro passo para o futuro. Eu particularmente tinha a certeza de que tendo à frente um dos sócios da Macintosh Bill Gates, que já tinha vendido o sistema DOS para um computador híbrido chamado Aurora e que ele tinha se apoderado de uma verssão da base fundamental que era o IOS, escrito por Steve Wasniak, ele com a sua cabeça comercial iria dominar o mundo. E aconteceu. A Microsoft dominou o mundo e a Macintosh/Apple é a grife cara do sistema original.

O sistema rodava muito bem com 30 megas de CPU e um HD de 500 MBS. De periféricos com leitor de disquete 3/4 e um leitor de CD. O maior problema começava agora.



Poucos provedores, acabei caindo na Velox, em par metálico da Telemar, o primeiro. 
O máximo de transferência era 28 kbps, num modem discado.

Mas em seguida a TVA com sede em São Cristóvão lançou o sistema de full duplex em que você discava para o número na TVA e em cima do teu telhado tinha uma antena direcional apontada para São Cristóvão que era responsável pelos downloads. O upload era feito pelo telefone. 

Com uma internet decente me candidatei a ser administrador de páginas ainda pela antiga FAPESP - Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo de onde se origina o Registro.br que detém todos os registros do Brasil.
Ainda em 1992 fiz abrir a minha primeira home page com a minha família na capa e um editorial falando sobre a cidade onde moro Nova Iguaçu. Estava me perdi ainda feita em html no Netscape já tinha uma cara de página pessoal digna. 
Depois um grupo de amigos todos os jornalistas e professores pediram para que eu montasse o BaixadaNet, que foi o primeiro jornal virtual da Baixada Fluminense na internet. Entre esses jornalistas podemos destacar professor Arthur Messias. jornalistas, Ana Cristina Rocha Carvalho, Nilber Bittencourt, Alberto Aquino, Madalena, Bernardete, Cristiane Laranjeiras, Nadima Bonfim, etc.

E assim fiquei até lançamento do Windows 95, em 1995, óbvio, e depois todas as versões subsequentes. Afirmo dizer que a versão Windows 7 sempre foi aquele dia de nós, técnicos.

Verdadeiras pérolas que aconteceram durante esses anos. 

A primeira, sem dúvida, nenhuma foi a inédita transmissão do vídeo endoscopia, realizada pela equipe do Dr Cláudio Crispi dono do CEVESP- Centro de Vídeoendoscopia São Paulo, do Hospital das Clínicas de Nova Iguaçu, em Juscelino, Mesquita, para a Sociedade Médica de Vídeo Endoscopia para Downers Grove, Illinois,  nos Estados Unidos. A transmissão foi full duplex com interlocução dos dois lados. Que saibamos foi o primeira vez que isso foi feito aqui no Rio de Janeiro de uma clínica particular.

Na internet tudo se sabe na razão proporcional da sua inteligência. Para provar isso, em 1998, três advogados amigos nossos: Dr Ataualpa Carvalho, Dr Edson Reis e Dr José Ribamar, vem na minha casa, para me pedir se conseguiria descobrir quem é que estava assediando a secretária de Estado de Educação do Rio de Janeiro pelo ICQ, um dos primeiros aplicativos de rede social. Depois de aproximadamente 3 horas descobrimos que ele era empresário do ramo de limpeza na cidade de São Paulo. Intimado para depor com seu IP do computador do seu escritório como prova, ele alegou que era o rapaz que fazia a limpeza da noite que acessava o computador dele.

Para coroar a minha vida profissional, em 24 de janeiro de 2013 fui convidado para assumir a diretoria de TI da recém criada CIMPRO - Inovadora em Educação do Dr Júlio Cesar da Silva, advogado, ex reitor da Unig - Universidade Iguaçu.

A partir daí realizarmos projetos fantásticos como a filmagem do curso de CSI na USPIT - United State Police Instrution, no condado de Tavares, em Orlando, Flórida, em 2014, com a intenção de lança-lo aqui no Brasil. 

Em convénio com a FAFIL-Faculdades Filadélfia, em 2016, passamos um ano indo todos os meses para Curitiba, para curso de aperfeiçoamento em montagem de banco de dados na área de educação. Dali saiu o banco de dados da Cimpro e da Cimpro educação.

Queria aqui fazer uma referência toda especial a dois amigos que fiz em Curitiba, Nelson Luiz de Carvalho e Cléber Krauskopf, que me acompanharam nessa jornada.



sábado, 31 de janeiro de 2026

Resgatei minhas raízes na Marinha

Tenho conhecimento de mais de 450 anos, de marinheiros, nas minhas duas famílias. Avelar & Medeiros!

Rival e Adamastor da Família

Povo cruzando o canal entre a ilha do Pico e do Faial


Eu e meu avô, quebramos essa tradição. 
Camionete (Ônibus) de meu avô desembarcando no porto de Areia Larga-Madalena-Pico


Meu tio/padrinho Vitor Medeiros, foi Capitão faroleiro do farol da Ponta dos Rosais, que faz parte da Otan, na ilha de São Jorge, no arquipélago dos Açores.



Em meados de 1996, Ricardo Carneiro, meu dentista e amigo, convidou-me para ir com ele na Ilha das Cobras no Corpo de Fuzileiros Navais, onde era Capitão de fragata, dentista.


Ao chegar às 6h, Ricardo foi colocar o jaleco branco e atender os pacientes enquanto eu ficava vagando pelas dependências e fazendo amizades com a turma. 


Almoçávamos sempre na Praça de Armas, onde não podia faltar a famosa jacuba, uma garrafinha de limonada no centro da mesa. Uma tradição da Marinha portuguesa e brasileira segundo comandante Quintão (RIP) historiador falecido do CFN e responsável pelo museu situado nos túneis de munição e sítios arqueológicos que lá existem.


Talvez na segunda vez, saí sozinho do almoço dirigindo-me ao prédio histórico para ver as pinturas fantásticas da entrada, quando de repente, escuto uma voz atrás de mim perguntando se eu era o David Avelar. 

Olhei para trás e percebi que a patente era alta. A figura, um pouco autoritária, era do comandante dos Fuzileiros Navais, na época, Capitão Mar e guerra Amin, debaixo do seu bigode.


Ele, com ar autoritário, falou - me acompanhe! E saiu marchando na minha frente e eu atrás pensando o que é que eu tinha feito de errado pela atitude inquisidora dele. 


Fomos direto ao gabinete quando, depois de uma pequena conversa sobre as minhas origens, ele pediu a um dos garçons que trouxesse uma bebida amarelada e deu-me para provar. Conhecia bem! Meu avô fabricava. Era um licor adocicado chamado Angelíca, mais para senhoras, feito de uvas, adocicado.

Eu expliquei a ele que conhecia e ele regozijou-se, dizendo para o imediato Alexandre que estava sentado do lado dele. - Viu Alexandre, valeu a pena passar na Ilha do Rio Grande e pegar lá com os *"açorianos" essa bebida. Aí me explicou que durante manobras de guerra com a Argentina ele tinha pedido a uma fragata para pegar umas caixas na ilha. Aqui no Brasil ela tinha o nome de Jurupinga. 

*A ilha de Rio Grande no Estado do Rio Grande do Sul abriga uma quantidade considerável de descendentes das 47 famílias originais que Dom Pedro mandou vir dos Açores para povoar os estados do Sul.


Fizemos amizade, tiramos fotografias.


Alguns dias depois, coincidentemente, ele me chama no gabinete e diz que vai ter uma apresentação para o ministro da guerra da Itália, que vai almoçar com o presidente Fernando Henrique Cardoso na ilha de Villegagnon, na Baía da Guanabara. Vão jantar e vem para assistir a um show preparado especialmente para ele, com a banda dos Fuzileiros Navais.


Com a praticidade já tinha, chamado o maestro e comandante Da Costa, famoso por ser o primeiro regente da banda, para discutir nos detalhes. 


Ficou convencionado que, a parte cenográfica teria como ser;  O palco bem em frente à escadaria na saída do prédio histórico; Em frente ao palco mais de 100 cadeiras estofadas para autoridades. E atrás, uma arquibancada camuflada, encostada a amurada para, onde nós podíamos ficar debaixo dela, sem sermos vistos, comandando som e luz. 


Agora faltava discutir o repertório musical. É claro que a gente tinha que, ao mesmo tempo puxar a brasa para nossa sardinha com Carlos Gomes "Alvorada de um escravo", Cisne Branco, homenagear a Itália com O sole mio, cantado pelo tenor Samuel que tocava bumbo na banda.

E o final?

 Ah, o final! 

Depois de alguma discussão decidimos colocar como gran finale, a Abertura Solene "1812" (Op. 49), composta por Piotr Ilitch Tchaikovsky.  Nesse momento foi quando eu, timidamente, perguntei a ele como é que seria a parte final da invasão de Moscou com canhões. Ele prontamente falou. - Pode deixar que eu vou mandar buscar uma bateria de 5 canhões.de 105 mm, lá no regimento Sampaio. Eu já comecei a ficar preocupado. 


Treinarmos durante algum tempo. Tudo acertado! Vamos aos ensaios finais, 5 dias antes do evento quando chegaram a bateria de canhões de 105 mm. 


Ele mandou colocar na mesma posição dos canhões de 1860 que orlam amurada original da Fortaleza de São José da Ilha das Cobras, no Rio de Janeiro, que teve sua primeira fortificação (Santa Margarida) erguida em 1624 para defesa contra invasões holandesas


 Isso significava que os canhões iriam atirar exatamente em cima dos armazéns de manutenção do Arsenal de Marinha  que eram todos envidraçados. E outro motivo também. Virados para a ilha de Villegagnon.


No ensaio geral já com dois maestros, um só para comando dos canhoneiros, correu tudo maravilhosamente bem, até o momento que os canhões começaram a disparar e eu, que estava debaixo da arquibancada bem pertinho deles, comecei a perceber barulho de vidro quebrado, quando olhei para baixo, os vidros do Arsenal estavam a quebrar, caindo em cima dos carros estacionados. Chamei o comandante falei. -Olhe para baixo. Ele olhou e falou. - Está mesmo tudo quebrado mesmo. Pode tacar fogo.


No segundo ensaio geral percebemos que tínhamos um problema. Onde colocar o clarim da abertura de Alvorada de um Escravo de Carlos Gomes que abria a segunda parte do espetáculo. 

Alguém sugeriu que o sargento ficasse no alto da torre junto ao maravilhoso Pavilhão Nacional de 6 m por 12, sobre uma torre de metal de 15 m, situada acima do comando naval de entrada da Bahia da Guanabara,  que já estava iluminado com quatro canhões de luz de 1000 watts colocados por nós. O sargento meio relutante concordou e ficou combinado que antes do espetáculo ser iniciado, ou seja, antes do primeiro tempo ele já deveria subir,  municiado de fones de ouvido com intercomunicação, roupa, porque lá em cima faz frio e cinto de segurança,  por motivos de segurança porque a torre não é lá muito nova e ficar lá em cima aguardando a sua performance. 


No dia do evento tudo preparado as autoridades começaram a chegar. Foram recebidas pelo Almirante Pontes, que os levou para conhecer as dependências internas do prédio histórico. Um pequeno coquetel no segundo andar e em seguida voltaram para sentar  nas cadeiras.


Acabou o primeiro ato. Vai começa a segunda parte. Escurecemos tudo. A orquestra deu o primeiro acorde e nisso entra o clarim, introito do alvorecer do novo dia, na visão de Carlos Gomes. Entramos de uma vez com as luzes e o sargento levou um susto e ele chegou a atravessar a pauta e acho tinha caído se não tivesse com cinto de segurança. 


Não precisa dizer que nós levamos uma bronca quando ele chegou  cá embaixo. 

Foi cômico se não fosse trágico para o sargento. 

Foi um sucesso total. 

Repercutiu! 

Um almoço entre Ricardo Carneiro comandante Amin e o imediato Alexandre onde eu ganhei esta placa. 

Imediato Capitão de fragata FN Alexandre, David Avelar, Comandante mar de guerra FN Amim, Capitão de fragata FN Ricardo


Com a transferência de comando do COMGER para o Almirante Carlos, a pedido dêle, preparamos o espetáculo chamado Parada Noturna ou Parada Militar Noturna, que apresentamos neste vídeo.

Clique e veja https://youtu.be/yDJ5uS07eTA

Nos apresentarmos em diversos lugares https://youtu.be/yDJ5uS07eT inclusive no CIASC, na Ilha do Governador, porém de dia. Esse espetáculo foi exibido em Edimburgo, Escócia.

Fotos: Marcos Hermes

Veja mais 

https://youtu.be/6GhOqe2AHbY?si=TYUzEQi_0XfCbpm2

Ainda fizemos uma decoração de Natal lindíssima aproveitando as árvores na frente do prédio histórico cobrindo-as com luzes de Natal com ajuda dos praças, pois o que não faltava era a mão de obra, para enrolar luzes nas árvores. 

Ajudarmos a escolher as cores ocre coloniais para os prédios da Cepol e do Prédio histórico e dos dois anexos. 

Estudos com base histórica para resgate das cores originais.

Criamos uma iluminação específica espelhada no nosso querido mestre Ney Matogrosso que foi um dos responsáveis pela iluminação do centro Geográfico da Marinha na Praça 15 e também do palácio Oswaldo Cruz como funciona a Fiocruz. 

Produzimos a parte técnica de Som e Luz do "Dia do Marinheiro" no Iate Clube do Rio de Janeiro.


Sonorizamos a apresentação da Orquestra dos Fuzileiros Navais sob a regência do Maestro comandante Da Costa no Teatro Municipal.


A banda de Corpo de Fuzileiros Navais, sempre foi inspiração para nós adolescentes que tocávamos nas bandas marciais dos colégios de Petrópolis, sendo que o destaque ia para o colégio Washington Luiz que, inclusive se trajava com o uniforme do CFN.

Veja esta apresentação Clique abaixo

https://www.youtube.com/watch

Com tudo isso fui agraciado com a medalha "Amigo da Marinha", entregue pelo comandante Mose, que muito me honra e que resgata essa vocação de estar "sempre ao mar". 


Adsumus


Deixo aqui o poema de Fernando Pessoa, para quem não conhece, sobre o mar. Houve uma época que havia um ditado que dizia que nas veias dos portugueses não corria sangue, mas sim, água salgada. 


Mar português 

Fernando Pessoa 


Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!

Por te cruzarmos, quantas mães choraram,

Quantos filhos em vão rezaram!

Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!


Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

Mais fotos