domingo, 19 de março de 2017

Centro de Ativação da Memória Afetiva, uma viagem no tempo

Por David Avelar
Viajar no tempo é um dos temas preferidos do cinema. 

Mas voltar fisicamente ao passado já pode acontecer no Rio de Janeiro numa viagem através de objetos,  diversão,  bate-papo, música,  sabores e, com certeza, muito emoção.

 Quando fui convidado por Eduardo Marushe e família a conhecer o Centro de Ativação da Memória Afetiva, não imaginava o que ia encontrar.

 Ao chegar, a surpresa e o privilégio de parar o carro na porta da loja 108 do Bloco 10, coisa rara num shopping do porte do Up Town, um shopping horizontal, lindo, localizado ao lado do Barra Music, no final da Av. Airton Senna, inicio da Linha Amarela.

A emoção começa ao entrar no espaço que mais parece um túnel do tempo.

Dependendo da idade e da memória do freguês, vamos viajando pelos objetos que remetem à infância ou à adolescência. Sorvete italiano, banca de revistas antigas, mesinhas temáticas, onde servem sanduíches de mortadela, queijo-minas, salaminho, presunto. Simples assim. 

E a viagem continua, através de fuscas, carrinhos de rolimãs, bicicletas que eram  o sonho de qualquer criança  e muitos muitos objetos do passado, que servem de decoração do Centro. 

Destaque para dezenas de pipas, baleiro de 3 andares com balas soft e uma das diversões mais simples  encontradas nos anos 60 em todos os bares. O Fure e Ganhe, onde, ao perfurar uma cartela se caír uma bolinha o jogador ganha um prêmio. Detalhe: tudo ali funciona!

Fui atraído por uma música dos anos 60 reproduzida de um disco de vinil numa vitrola.

E a viagem não termina aí. Fui para o segundo andar.  Mais uma vez a emoção de encontrar autorama profissional de quatro pistas,  fliperamas famosos,  mesa de jogo de botão,  jogos de totó  é um palco  todo equipado.  Nesse momento imaginei uma palinha do The Who, tocando a música "Pinball Wizard" tema do filme "Tommy" de 1975. 


O "grande barato” é ficar trocando ideias com amigos da tua idade sobre os objetos, ou tendo a oportunidade de contar para teus filhos e netos como era a diversão nas inesquecíveis décadas de 60 e 70.  














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Centro de Ativação de  Memória Afetiva 



domingo, 15 de maio de 2016

Uma amor escrito na estrelas... da lona do circo


                               David, nasce na Ilha do Pico, Açores, em 6 de agosto de 1951.  Com 12 anos, vem para o Brasil para se encontrar com os pais que aqui estavam desde 1957.  Criado pelo avô Manuel Maria, desde cedo se encantou pela igreja e por seu mentor espiritual, Padre Rodrigues.   Passa a ser então sacristão da igreja São Pedro de Alcântara no Cais do Pico.  O padre que vive na casa da mãe,  ao lado da casa do avô Manoel Maria,  conta histórias maravilhosas do Brasil, onde tinha passado parte da vida.   O menino vem para o Brasil,  trazido pelos avós,  Com intenção de ser padre.  Vai viver com seus pais na cidade de Petrópolis.  Estuda no Colégio São José,  e frequenta o seminário São Vicente de Paula,  em Correias.  Depois de 2 anos,  como ouvinte no seminário,  descobre o sincretismo religioso e as belezas da diversidade brasileira  e percebe que vai ser um péssimo Padre.  Abandona essa ideia  e passa a ser discotecário,  ator de teatro amador,  músico da banda do colégio e integrante do Grêmio.  Mas nunca esquece as suas raízes cristãs.  Apaixona-se seriamente por 5 mulheres,  mas não eram as mulheres sua vida.  Um dia, ao trabalhar de freelance na Rede Globo,  é convidado por uma amiga para ir para ir até o Tivoli Park e conhecer Orlando Orfei.  O Tívoli Parque recém-inaugurado iria promover o Festival Nacional do Folclore  e Orfei precisava de alguém para montar o som, recém-adquirido para o festival.  Em conversa rápida  é contratado para trabalhar no parque.  Durante dois anos exerceu o cargo de supervisor técnico.  Com a doença do técnico italiano, Soli,  que tinha ensinado tudo o que ele precisava saber sobre técnicas do parque e circo,  Orlando Orfei o convida para ir para o circo.  Solteiro,  independente,  apaixonado por viagens,  por conhecer o mundo,  o imigrante português aceita viver esta vida Itinerante.  É marcada a sua ida definitiva para o circo que iria estrear em Belo Horizonte em 1976. David ainda segue para Ipatinga e dali direto para o Rio de Janeiro para a montagem do Festival Mundial do Circo.
                                 Sandra, nasce em Belo Horizonte, em 12 de setembro de 1957.  Filha mais velha de nove irmãos, passou muitas dificuldades na vida inclusive com a morte do seu pai.  Morava em Belo Horizonte com a família numa casa pobre.  Sandra trabalha na mercearia da tia, quando conhece um secretário do circo Orlando Orfei, que estava montado ali perto.  É convidada então a trabalhar no circo. De tradicional família batista, houve resistência da família. Mesmo assim,  ela teve o apoio da tia Adalgisa e o consentimento da mãe dona Luiza.
Assim, com 17 anos,  Sandra começa a trabalhar no mesmo dia que David.  Funcionária exemplar começa como recepcionista, bilheteira e costureira. Termina temporada em Belo Horizonte e Sandra decide fugir com o circo.  Foi manchete de jornais, e sua mãe uma sábia mulher, a encontra em Ipatinga.
Depois de conversar com a filha e com a direção do circo e ver que essas eram as aspirações da filha decide dar seu consentimento.  Assim seguem para Guarapari no Espírito Santo,  com a expectativa da estreia no Maracanãzinho

















































Eu  tinha chegado no circo e no primeiro dia em Belo Horizonte,  já era amigo da maioria dos seus integrantes, fui cumprimentar a novata Sandra e ela simplesmente deu as costas para ele.  Já tinha sido avisada que eu era mulherengo e junto com um anão Andrade, Mário Orfei  e outros amigos, que viviam na noite depois do trabalho.  Isso acontece no primeiro dia que os dois começam seu trabalho no circo ainda em Belo Horizonte.  Se Sandra não tivesse aceitado o convite para trabalhar no circo.  Se eu não tivesse aceitado o convite para trabalhar no circo também,  os dois nunca teriam se conhecido.  Praticamente nunca mais se falaram,  a não ser quando eu era convocado por Orfei para assessorar uma colunista italiana do jornal Estado de Minas, que frequentava circo e depois viemos a descobrir que ela era apaixonada por Orfei.  Marquesa de Luca também era apaixonada por um Amaretto e Sandra ao meu comando  é que servia o camarote permanente da marquesa. Era uma maneira de me vingar dela.  Começam os preparativos para o Festival Mundial do Circo no Maracanãzinho e Herta Orfei, esposa de Orlando, decide contratar um coreógrafo de São Paulo. 
Bruno era um grande artista transformista bailarino ator das famosas boates do Largo do Arouche e vem para o circo com a missão de preparar o corpo de baile.  É criada uma nova trilha sonora,  e David é o operador de som, nesses ensaios.  Obviamente os dois ficam frente a frente.  Sandra Passa então a integrar o corpo de baile do circo. Sandra faz um número de dança  em escadas com mais 7 bailarinas, a uma altura de 16 metros.  Quem comanda os motores que levantam as bailarinas sou eu ou meu sub chefe, o saudoso Robertinho. Quando tenho oportunidade,  eu  brincava com ela,  deixando- a pendurada  por alguns segundos e ligando desligando o motor fazendo-a balançar. 
Termina o festival do circo depois de 3 meses no Maracanãzinho.  Um sucesso total  e rumam para São Paulo para estrear no Ibirapuera. depois passam para lona na Casa Verde,  uma tradição que Orlando Orfei nunca abandonou. Era uma maneira de aproveitar a propaganda e ganhar mais dinheiro, agora sem os custos do Estádio. 
Em 3 de outubro de 1976,  o circo encerra sua temporada na cidade de São Paulo  com destino a Osasco.  Bruno convida-me  para ir na boate conhecer o trabalho dele.  E também convida Sandra.  Termina o último espetáculo no domingo. Desmontamos todo equipamento. (Sandra na desmontagem era responsável por recolher todas as capas das cadeiras). Segunda era dia de folga e decidimos sem saber, ir na boate do Bruno.  Ao sair na porta do circo,  eu vi um vulto,  e decidi parar.  Era Sandra.  Eu perguntei para ela, onde ela ia e ela disse que estava esperando um táxi para ir encontrar com Bruno na boate.  Eu a  convidei para entrar no carro e na verdade ela nunca mais saiu.  Até hoje.

Foi paixão à primeira vista.  Passaram a viver juntos, porém,  separados,  já que as regras do circo não permitiam que um supervisor ou qualquer outro empregado, namorasse  com garotas do circo.  Não vou mentir e dizer que isso não havia casos, mas não oficialmente.  Se um relacionamento sério,  teria que ser oficial.  Como eu tinha sido praticamente noivo cinco vezes,  e ela também noiva uma vez,  achamos por bem conversar e ficar um tempo juntos para ver o que acontecia.  Trabalhávamos normal durante o dia ocupados com todas as nossas tarefas e à noite ela dava um jeitinho de sair da sua carreta  e vir para o meu trailer que normalmente era montado na parte traseira do circo. 
As carretas dos homens e das mulheres,  solteiros,  eram carretas fabricadas em Nova Iguaçu,  pelos Mestres marceneiros Antônio, Manuel filho e Manuel pai.  Eram carretas muito confortáveis com divisões para três pessoas,  geladeira,  3  beliches  e armários.  O único luxo que não tinham, era o banheiro coletivo,  que normalmente era montado na área de moradias.  Eu tinha entrado para o circo com um trailer Eldorado, puxado por Opala azul e já estava no meu segundo trailer. É claro que o conforto era outro. Esse tinha cama de casal, cozinha completa geladeira, sala reversível, banheiro químico completo com água quente. Enfim uma verdadeira casa.  Assim ficamos praticamente três meses namorando às escondidas. 

Depois de três meses chegamos a conclusão de que era preciso falar com a família. Um dia peguei-a  pela mão e me dirigi à carreta de Orlando e Herta.  Ela tremia pois ao sair de Belo Horizonte,  Dona Herta tinha prometido a mãe, cuidar dela.  Mas eu era o protegido de Orlando que gostava muito de mim.  Nas horas de folga escutávamos música juntos,  pescávamos juntos,  éramos grandes amigos.  Entramos na carreta,  chamei-os e participamos o nosso namoro.  Foi uma guerra!  Em princípio os dois não queriam. Discutiam entre si e brigavam com a gente.  Òbvio que chamaram atenção de outras pessoas.  Federico Orfei chega para assistir, afinal ele era o diretor do circo e posso ser sincero,  eu estava muito calmo.  Claro que eu falei outras palavras,  mas lembro-me perfeitamente que encerrei o meu discurso com a seguinte frase " ou vocês ganham um casal tem boas intenções que quer formar uma família no circo, ou vocês perdem dois excelentes empregados".  O primeiro a concordar, foi o Frederico que virou para o tio e disse em bom italiano" Lasciate che sia lo cosi,  zio".  Era a frase mágica para Orfei concordar e muito com a contragosto Herta também. 

Assim, saímos da clandestinidade para viver um grande amor. 

Passamos a ser respeitados por todos como um casal unido 24 horas, o que para Orlando era uma maldição.  Ele dizia sempre  "um casal viver uma vida normal já é difícil,  imaginem viver 24 horas juntos".  Por que nossa vida se resumia a trabalhar e nosso entretenimento  era o circo.  A nossa diversão mais comum eram reuniões depois do espetáculo,  à luz de um bom churrasco de carneiro o mesmo de carne bovina. Cada um contando histórias de  seus países e suas aventuras pelo mundo.  Claro que isso muitas vezes,  regado a um bom vinho quando estávamos no Sul. 
Assim como a vida totalmente estabilizada,  viajamos o Brasil umas cinco vezes,  de Belém até ao Sul.  Pensamos em ter uma filha.  Pior! Pensamos em ter uma filha no circo.  Não que o circo fosse ruim para as crianças,  mas sempre era uma vida itinerante com muita burocracia na educação.  A criança perde um pouco da sua identidade pátria,  ao misturar línguas, afinal eram 25 etnias representadas.  Mas era uma vida boa! 
Assim, sem nenhum planejamento,  deixarmos a providência divina decidir  e  Sandra fica grávida em 79. Continua ainda a trabalhar agora já como bilheteira, recepcionista, corista, a subir no elefante principal e nas horas vagas,  dona de casa e costureira.  Pois bem, grávida, trabalha até aos 8 meses.
Chega perto do parto, estávamos na Praça Onze Rio de Janeiro em grande temporada.  Levo-a a Belo Horizonte para que o bebê nasça no Hospital Evangélico onde sua tia trabalhava.  Tivermos que ir  de ônibus,  pois ela, segundo o médico,  doutor James d'Ávila estava na última semana de gestação.  Deixei-a na casa da mãe e voltei para o Rio. E, numa terça feira 13 de maio de 1980, onde aproveitava a noite calma para trocar o piso do trailer, meu pai que morava em São Cristóvão, bate na minha porta e anuncia o nascimento de uma menina.
Não precisa nem dizer que eu e Isabela Orfei, que insistia em ir comigo,  estávamos às 6h horas no Aeroporto do Galeão aguardando o primeiro avião para Belo Horizonte.  Ao chegarmos, pegamos um táxi para as Mangabeiras onde ficava o hospital. No caminho eu parei para comprar umas flores para Sandra. Era uma menina linda!
Retornarmos ao Rio de Janeiro.  Um problema era escolher o nome.  Fátima era muito óbvio, mesmo que ela tivesse nascido no dia de Nossa Senhora, minha madrinha. Todo o português adora o nome  de Maria de Fátima.  Mas acabamos escolhendo o nome de outra grande mulher, a Princesa Isabel pelo dia em que se comemora a abolição da escravatura  e assim o nome dela virou,  Isabel Martins Avelar Goulart, fruto do nosso grande amor.
 A primeira coisa que eu fiz foi construir um berço para o bebê, na área destinada à sala de estar.  Ainda sobravam dois lugares,  e durante 8 meses,  viajamos com Isabel, trabalhando, em direção à Argentina.  Estreamos em Mar del Plata em dezembro, a convite da ATC - Argentina TV Color, a Globo de lá,  para o programa" Hoy Verano" .  A temporada em Mar del Plata foi fantástica, estávamos em uma pedreira abandonada á beira do porto.
Numa manhã ao desligar as luzes externas do circo,  percebi um o movimento anormal de navios de guerra no porto.  Mais tarde, a confirmação da declaração de guerra da Argentina à Inglaterra pela posse das ilhas Malvinas.  Foi a gota foi a gota d'água para a nossa saída do circo.  Pensávamos no futuro da nossa filha.  Nos estudos dela... A primeira coisa foi conversar com a família.  Orfei não permitiu que eu saísse do circo e me transferiu para a sede latino-americana, situada em Nova Iguaçu para que eu continuasse a fazer manutenção de equipamentos.
Conversei com a Sandra e chegamos a conclusão de vender tudo. Fizemos um leilão e vendemos para o nosso amigo trapezista, carro, trailer, plantas, e tudo oque estava dentro.  Saímos de Buenos Aires num vôo da Aerolíneas Argentinas,   somente nós três, duas malas de roupa é uma caixa de madeira com minhas ferramentas, brinquedos da Isabel  e livros.  E assim, em março de 1981, viemos morar em Nova Iguaçu.        
Nota do autor: Orlando Orfei faleceu no dia 1 de agosto de 2015, com 95 anos.
Autor:  David Avelar. Parte do livro que pretende lançar. “Minha vida com Orlando Orfei”. Estórias do Circo.




Sandra e Isabel no nosso trailer em Mar Del Plata em 1980

















terça-feira, 24 de março de 2015

Baixada Digital - Internet para todos, de graça.



Em 2011, quando o então governador Sérgio Cabral anunciou o Baixada Digital, eu estava na Secretaria de Comunicação Social de Nova Iguaçu e assessorei a Faetec,  na implantação do Baixada Digital.

Ontem falei Rafael Petersen, responsável técnico pelo BD.

O projeto continua.


Atinge Caxias, Nova Iguaçu, Mesquita, Belford Roxo, Piabetá, distrito de Magé.

Este projeto faz parte do Projeto de Inclusão Digital do Governo Federal e permite que, tanto pessoas como escolas e instituições sociais, acessem a internet de graça.

A Faetec tem encontrado diversos problemas para instalar as antenas que geram e repetem os sinais.

No Jardim Primavera, em Caxias,  a torre do BD foi depredada duas vezes. A antena está instalada numa torre de Claro. Mesmo assim, os bandidos invadiram a cabine cercada e roubaram as baterias de alta potência que garante o funcionamento do equipamento, mesmo sem energia.

O serviço público de Caxias, recolheu alguns equipamentos do projeto que atendiam importantes áreas de mobilidade no município, sendo estes pontos na avenida Brigadeiro Lima e Silva, calçadão de Caxias e entorno do terminal rodoviário municipal, onde haviam equipamentos alocados em postes de Semáforos, desta forma distribuíam o sinal para celulares, notebooks e similares. A remoção destes equipamentos também acarretou na interrupção da transmissão do sinal para outros equipamentos próximos que se interconectavam através de rede MESH.

Ainda em Caxias, a prefeitura negou-se a fazer um corte de árvores, informando que a máquina de corte estava arrestada pela receita, o que deixou os moradores de vila Operária, Jardim são Luiz e adjacências,  mais de 200 pessoas/hora, sem internet.

Também houveram vandalismos e furtos de equipamentos no ponto de bairro do Xavantes em Belford Roxo, que tem uma visada muito ampla.



O ponto da UNIABEU, no centro de Belford Roxo, foi retirado a pedido da reitoria, que alegou que o equipamento não tinha manutenção.  

Na praça Mariz e Barros, em Caxias, onde o sistema funciona, há um acesso de mais de 90 pessoas/hora. As antenas das praças transmitem direto para celulares, smartphones e notebooks que usam a tecnologia Wi-Fi.

O caso mais estranho foi o da Praça da Matriz em São João de Meriti. O sistema funcionava tão bem, que o acesso era de mais de 200 pessoas/hora. A prefeitura retirou o poste com o equipamento e quando houve a colocação de um novo poste, a prefeitura não autorizou a instalação do equipamento de distribuição de internet em Wi-Fi para os frequentadores e vizinhos da praça..

Em Nova Iguaçu e Mesquita, segundo a Faetec, a torre da caixa d´água, situada no bairro K11 continua operacional tendo um acesso de 400 pessoas/hora.

A velocidade total do back-bone do BD é de 100 megas full, ou seja tanto para receber dados como para transmitir, o que a maioria dos servidores não faz. Eles apenas permitem transmitir (upload) 10% dos dados de recepção (download). Cada usuário pode ter velocidades entre 1 e 5 megas.

O Baixada Digital tem como meta atingir todos os municípios da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, mas por falta de verba, está parado. Para mais informações, encontrei um site não oficial do Baixada Digital
USB-1210 da Aquarius




Para  acessar é muito fácil. Rafael Petersen nos deu uma dica. Basta comprar uma antena USB (Um exemplo: o modelo USB-1210 da Aquarius) e estar visual com a torre.  O acesso é imediato sem necessidade senha. 



MINHA OPINIÃO; O que deveria ser realmente um projeto de inclusão social, levando aos mais carentes a possibilidade de acessar de graça a internet e redes sociais, para atingir o conhecimento e facilitar a comunicação entre os cidadãos, é tratado com desprezo e muitas vezes uma pitada clara de defender os interesses das empresas servidoras de internet, que cobram preços absurdos dentro de pacotes chamados COMBOS, que só permitem ao usuário acessar a internet se comprar canais de imagens e telefonia. Tenho a sensação que muitas coisas fabricadas no Brasil eram boas demais e foram abandonadas ou retiradas do mercado. Enquanto  isso,  kits de emergência, extintores que não apagam conforme especificações, tomadas elétricas ridículas, que obrigam o cidadão a adquirir componentes caríssimos aparecem do nada,  colaborando com o “CUSTO BRASIL”

domingo, 15 de fevereiro de 2015

O Mago da Música

O Yanni sempre foi um mistério para mim. Apesar de sempre ter sido um amante de música, Yanni passou a infância e adolescência dedicando-se à natação, e aos 14 anos já havia batido recordes na Grécia como nadador. Aos 18 anos, mudou-se para os Estados Unidos, onde cursou psicologia na Universidade de Minnesota por três anos e meio. No entanto, ao terminar a faculdade, decidiu abandonar a carreira de psicólogo antes mesmo de iniciá-la, resolvendo dedicar-se apenas à música. Aos 21 anos, Yanni aprendeu a tocar teclado sozinho e passou a fazer parte de uma banda de rock local intitulada Chameleon. Hoje é maestro, músico, produtor e compositor das músicas mais universais possível. Mistura ritmos e harmonias da velha Grécia, passando por música clássica, folclórica com músicos fantásticos. passou pelo Brasil em 2013. Mas a grande mídia nem se importou. Não tem problema. Ela tem vida curta. está tudo no Youtube, inclusive este show em Acapulco 2006. Uma hora e quarenta e oito minutos de êxtase. que, para mim é o melhor de sua carreira.Som, Luz cenografia orquestra impecáveis. Mas para escutar, como dizia Vinicius em relação às mulheres, "beleza é fundamental". Eu digo: para escutar Yanni, som é fundamental. Aqui estou eu com meus aparelhos Kenwood da década de 70.


domingo, 8 de fevereiro de 2015

Priscila. O Circo vive na Familia Krateyl

Votem na Priscilla Krateyl.
No começo do blog, no lado esquerdo da tela. Em VOTE AQUI. Ela concorre ao titulo de "Melhor Artista de Bambolê do Brasil". Priscila é a primeira geração brasileira, da família romena "Os Krateyl" quer vieram para o Brasil, em 1978 para o Festival Mundial do Circo de Orlando Orfei. Um sucesso total a família Krateyl: Pai, mãe e quatro filhas faziam acrobacias a cavalo no mais tipico estilo circense. Filha de Lydia Anna Krateyl​ uma das filhas que vieram do Romenia, é casada com o famoso palhaço Gleiston Guiner​, Gleiston Guiner Clown​, Priscilla Krateyl Marques​, é especialista em bambolês, mas como toda a artista circense apresenta outros números de sucesso. A família completa apresenta-se no Circo di Napoli de Lidia e Beto Pinheiro. AKA... Cleber Pinheiro​, Luana Krateyl Pinheiro​, Emily Krateyl​, Vejam também mais sobre história e fotos em:
http://davidavelar.blogspot.com.br/
Clique aqui para votar em Priscila Krateyl.
Vamos votar na Pricila










sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Stephen Hawking o filme

Já está disponível para ver online, o filme sobre a vida de Stephen Hawking, o filme mostra como o jovem astrofísico (Eddie Redmayne) fez descobertas importantes sobre o tempo, além de retratar o seu romance com a aluna de Cambridge Jane Wide (Felicity Jones) e a descoberta de uma doença motora degenerativa, quando ele tinha apenas 21 anos. Concorrente ao Oscar. Muito bom!
Filme A Teoria de Tudo - Legendado - Baseado na biografia de Stephen Hawking,
filmesonlinegratis.net

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Música Solidária I

Às vezes a música é coadjuvante na ação de ajuda humanitária. Mais do que trilha sonora ela exprime os sentimentos daqueles que lutam pela melhoria de vida dos seres humanos. Aqui são responsáveis pela vida dessas pessoas. Sem eles não haveria vida.
Assim Os Médicos Sem Fronteiras usam a música Everybody Hurts para a sua campanha que faz-me chorar, todas as vezes que vejo este clip.
O site dos Médicos Sem Fronteiras
Médicos sem Fronteiras ou Médecins sans Frontières (MSF) é uma organização internacional não-governamental sem fins lucrativos que oferece ajuda médica e humanitária a populações em situações de emergência, em casos como conflitos armados, catástrofes, epidemias, fome e exclusão social. É a maior organização não governamental de ajuda humanitária do mundo, na área da saúde.
MSF proporciona também ações de longo prazo, na ajuda a refugiados, em casos de conflitos prolongados, instabilidade crônica ou após a ocorrência de catástrofes naturais ou provocadas pela ação humana. A organização foi criada com a ideia de que todas as pessoas têm direito a tratamento médico, e que essa necessidade é mais importante do que as fronteiras nacionais (com base na tese do direito de ingerência humanitária).
Um comentário chamou-me à atenção: vejam.
Stream Enide Santos via Google+ 5 meses atrás 
- Este é um dos vídeos que vejo sempre. Eu o vejo sempre para encontrar a minha humanidade em mim. Fico sempre muito emocionada e gosto de minha emoção porque mesmo não sendo capaz de fazer nada para ajudar eu me vejo cara a cara com a melhor parte que tem em mim. o meu amor ao próximo a minha HUMANIDADE. Enide Santos...  

Curiosidade
Esta música foi usada para a ajuda humanitária aos feridos e desabrigados no terremoto do HAITI em 2010.

Música solidária II

Ontem compartilhei no Facebook, um Flash Mob, do Bolero de Ravel, numa praça em Toluca - México. 
Com 64 anos continuo emocionando-me com a música e seus efeitos. Respeito todos os tipos de música, do momento que sejam boas. E quem vai confirmar é o tempo. Como um bom vinho, quanto mais velha melhor. E também como um vinho novo, tem aquelas que fazem sucesso por curto espaço de tempo e logo são esquecidas. Tem  músicas que são famosas só porque são interpretadas por músicos famosos. Como digo sempre, não existem bons vinhos ou boas musicas se você não gostar. Mas há uma outra forma de encanto. Quando a música é usada em favor da humanidade. Um sem número de projetos existiram e foram lindos; Live 8th, We are the World, etc. “Voces para la Paz” (Músicos Solidários), fundada em 1998 por Juan Carlos Arnanz, tem meu apoio irrestrito. 
Através da música, ajudam o mundo com projetos em todos o recantos do planeta.
Home page com todas as músicas: http://www.vocesparalapaz.com/nosotros.html
https://www.youtube.com/watch?v=W61Ge8ycWa0

Voces para la PAZ

Abaixo a música tema: só poderia ser Amazing Grace.
A musica tema e os projetos do “Voces para la Paz” (Músicos Solidários),
https://www.youtube.com/watch?v=W61Ge8ycWa0

Concierto "Voces para la Paz" (Músicos Solidarios) 2011 JUNTOS EN EL CINE Auditorio Nacional de Música de Madrid Madrid, 12 de junio de 2011 Director: Miguel...
Com mais de 150 músicas gravadas por músicos do mundo, uma das obras mais interessantes. A famosa "La máquina de escribir". de L. Anderson (1950), maestro Miguel Roa.solista Alfredo Anaya (perfeito) imortalizada por Jerry Lewis no filme "Who's Minding the Store" (1963).
https://www.youtube.com/watch?v=G4nX0Xrn-wo


Uma dica. Ao criar uma conta no Gmail, automaticamente ganha acesso personalizado ao You Tube. Funciona como um superblog, onde você pode publicar, escutar, ver e comentar tudo. É interessantíssimo ler os comentários dos assinantes logo abaixo do Streaming de vídeo. Você pode ADICIONAR o que gosta ao seu play list, e criar títulos. Ao gostar de um determinado canal, INSCREVA-SE. Assim todas as vezes que algo for publicado vai aparecer para você. Mais uma obra desses músicos abençoados por Deus.


segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Presente enviado pelo SEDEX12 não chega ao seu destino

Todas as Instituições em quem nós confiávamos estão falindo.
Os Correio são, no mundo inteiro, uma institituição respeitadíssima. Depredar ou roubar os Correios, em todos os paises sérios, é um crime federal.
Coloquei um presente (notebook) para minha neta por sedex12 (24/11) para chegar a tempo do aniversário dela (27/11) pagando 80,00 de sedex12 com  o valor declarado de 1200,00. 
Segundo consta no site de rastreamento o carro foi assaltado e assim a encomenda não foi entregue.
Segundo os Correios, os consumidores lesados deveram entrar em contato com a instituição para reclamar o seguro.
Entrei em contato dia 26/11.  Informei o número da conta para depósito e até agora não recebi nenhum retorno e todos os dias entro em contato e me pedem para aguardar.. 
Os Correios prometeram depositar a quantia em 10 dias úteis, a partir do dia 05/12, ou seja, até ao dia 19/12. Até hoje dia 22/12 nada foi feito.
Entrarei com processo contra os correios, pois já comprei outro computador para minha neta e preciso do ressarcimento, 
Eles nem se dignam a responder às reclamações, pelo Reclame Aqui, um site respeitado por todos os estabelecimentos comerciais.Um flagrante desrespeito ao consumidor.
 VEJAM O DESRESPEITO AO CONSUMIDOR. RANKING DO RECLAME AQUI. VERGONHOSO.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

O terceiro travesseiro - o livro



O terceiro travesseiro! Quem, entre meus leitores, já ouviu falar. Um livro cativante do início ao fim.
Começa com a história de dois jovens amigos filhos de típicas famílias de classe média, Marcus e Renato, que descobrem um grande amor. 
Até ao 20º Capitulo, o enredo nos leva por caminhos às vezes escatológicos, como se o autor quisesse nos testar e às vezes recheado de narrativas pueris.
Fundamentado na vida dos personagens e suas famílias que orbitam na narrativa entremeada em diálogos simples e de leitura fácil para aqueles que amam literatura e, principalmente, que deixam a hipocrisia de lado e partem para a abordagem forte do tema, GLBT.
Do meio para frente a trama é impelida a nos levar pela curiosidade do inevitável. O amor sem limites entre dois seres que se aceitam e conseguem por meio desse sentimento forte que os une, impor respeito a todos os que os amam.
Um terceiro personagem, Beatriz, vem potencializar esse amor.
Nada difere dos grandes obras literárias que durante décadas quebraram tabus dentro da literatura. Não precisa dizer que sou aficionado por temas fortes, mas que não abusam do clichês marginais, como violência, sexo exagerado, drogas ou injustiça. 
O terceiro travesseiro respeita esses limites. Chega até a ser inocente, não fossem, como já escrevi no parágrafo anterior,  abordagens ousadas, com intenção certa de testar o leitor.
Por isso eu entendo, quando o autor, Nelson Luiz de Carvalho, que tive o privilégio de conhecer, tentou preparar-me para esta leitura.

- Caro Nelson. Seu livro é uma obra-prima. Mais parece um roteiro cinematográfico que vai aumentando de intensidade na sua crônica até ao derradeiro parágrafo que surge do nada, para a vida eterna.
- O terceiro travesseiro, de Nelson Luiz de Carvalho, lançado em 1998, pela Summus, na sua 14ª edição, já vendeu, segundo o autor, mais de 1 milhão de cópias.
- Saí pesquisando pela internet. Tem muitos links sobre a obra.
Saibam mais..
O livro na WEB.
Para comprar:
A peça teatral que levou mais de 70 mil pessoas ao teatro, será relançada em breve.

Tema musical da peça e algumas cenas no Youtube